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Neste último domingo (dia 11/09/2016) estive na sede da FEPAI, em São Paulo, prestando exame para o 4º kyu de Aikidô (faixa roxa). Fiquei um BOM tempo na faixa amarela, por diversos motivos não pude fazer o exame antes, o que foi uma pena. O lado bom é que tive bastante tempo para treinar e pude realizar uma boa apresentação para a banca de examinadores. Aparentemente eles gostaram do que viram – e não só da minha apresentação, como a de todos os outros Dohai que prestaram exame junto comigo. No total três foram promovidos ao 3º kyu e três ao 4º kyu.

O exame em si foi tranquilo. Estava bem calmo antes, fiquei um pouco nervoso durante e feliz depois. Fui o primeiro de nossa turma a se apresentar. Cometi pequenos erros, mas nada grave. Acho que em meu exame para 5º kyu fui relativamente melhor, mas creio ter ido bem o suficiente neste. Fui Uke para um dos meus colegas também, que prestava exame para o 3º kyu (faixa verde). Na verdade fui Uke para ele em todos os seus exames, sendo que eu era mukyu (faixa branca) nos dois primeiros (e prestei exame no segundo, no qual fui promovido ao 5º kyu).

Creio que um pouco de nervosismo na hora é algo normal, apesar de não ter gostado de ter sentido esta sensação. O ideal do Budoka é permanecer calmo, sereno e impassível. Mas, para além do fato de que sou apenas um principiante, este é um ideal, algo que buscamos, mas nem sempre conseguiremos encontrar. Claro que quanto mais você domina um assunto, menos pressionado você se sente ao ser cobrado por aquilo. Mas como posso dizer que ‘domino’ qualquer das waza do Aikidô??? Por isso o correto é sempre estar a treinar. As vezes, durante o dia, em algum momento de descanso, me pego recordando movimentos, executando-os mentalmente, ou mesmo, quando estou sozinho, executando-os fisicamente, mesmo sem o Uke, apenas na sombra, para ‘ver’ meu corpo fazer o movimento. A hesitação em uma demonstração, em um exame, nos treinos, numa competição, etc, terão pouca consequência: perder pontos, passar vergonha, ser desclassificado/derrotado no shiai; mas Budô é sobre a Vida e a Morte, é o Caminho do Bushi, do Guerreiro. Hesitar na vida real pode significar morrer – estar treinado pode significar Viver.

Estou ciente disso tudo, e procuro incorporar estes aspectos ao meu treinamento diário, mas não é lá tão fácil, rs. Às vezes nos tornamos displicentes, principalmente depois de repetir o waza por 10, 20, 50 vezes. E nesta hora lá está o Sensei colocando a mão na nossa cara, mostrando que nossa falta de Zanshin poderia ter custado um dente, um nariz quebrado, um olho roxo (no mínimo…). Treinar Aikidô (e Judô, Karatê, etc.) não se trata apenas de treinar técnicas variadas, mas também de treinar Zanshin. E de treinar o corpo para que possa responder sempre que for necessário, se for necessário. Claro, não precisamos realizar um treinamento a la Cobra Kai o tempo todo. Temos que respeitar nosso Uke, pois quando formos Uke queremos ser respeitados também. É possível realizar um treino bem marcial sem que ninguém se machuque: não deixar brechas, demonstrar os atemi, aplicar os arremessos e chaves com vigor crescente, até o limite do Uke. Não realizar apenas uma ‘dança’. Kata não é dança: Kata é luta. E lutar é sobre Viver ou Morrer.

PS.: Como podem ver, o blog não morreu (ou ressuscitou…).

PSS.: Não posso garantir frequencia, rs.

PSSS.: Não pensem que sou tão bom não… na verdade sou até que meio ruinzinho, hehehe. Mas estou no caminho para tentar melhorar e incorporar estas práticas no meu Budô! Assim como todos nós deveríamos estar a fazer!

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