Arquivo da categoria: Ensaio

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Neste último domingo (dia 11/09/2016) estive na sede da FEPAI, em São Paulo, prestando exame para o 4º kyu de Aikidô (faixa roxa). Fiquei um BOM tempo na faixa amarela, por diversos motivos não pude fazer o exame antes, o que foi uma pena. O lado bom é que tive bastante tempo para treinar e pude realizar uma boa apresentação para a banca de examinadores. Aparentemente eles gostaram do que viram – e não só da minha apresentação, como a de todos os outros Dohai que prestaram exame junto comigo. No total três foram promovidos ao 3º kyu e três ao 4º kyu.

O exame em si foi Continuar lendo

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Sokaku Takeda, o demônio dos Aizu

Nascido em 10/10/1859, em Fukushima, membro do clã Aizu, clã samurai famoso por sua valentia e técnica marcial, era o segundo de quatro irmãos. Seu pai, Sokichi Takeda, possuia conhecimentos em lança, bastão longo (Bo) e espada, além de Sumô, e ensinou o que sabia aos filhos. Depois vira Uchi deshi de um mestre de armas em Tokyo, chamado Kenkichi Sakukibara, do Jikishinkage Ryu, que lhe ensina Kenjutsu, Bojutsu, lança, arco-e-flecha, Kusarigama e Naginata. Já aos 16 anos, Continuar lendo

Helton dos Santos

26 de janeiro de 2016

por Helton dos Santos

Às vezes, durante o treino, levantamos apenas para receber um novo golpe, para cairmos de novo… E de novo, de novo e de novo, até que ficamos cansados. Mas não podemos deixar de levantar. Por mais forte que tenha sido o último arremesso, devemos nos levantar e estarmos prontos para cair mais uma vez. Se cairmos 7 vezes, devemos nos levantar 8.

Até seria mais fácil ficar no chão, talvez. Mas isso é morrer! É desistir! É parar de aprender! E não é pra isso que subimos no tatame; subimos no tatame para aprender, para insistir, para viver! Mesmo que a queda tenha doído um pouco, lá vamos nós levantar de novo, para receber o próximo Irimi Nage ou o próximo Harai Goshi. E por isso que você aprende a cair primeiro, porque tem que treinar, e tem que cair, e tem que fazer isso incontáveis vezes. Você sempre vai ter treinado mais para cair do que para derrubar, porque nunca para de treinar pra cair, e esta é a primeira coisa que aprende. E sempre é possível aprender a cair melhor, assim como dá pra aprender a derrubar melhor.

Na vida, nós somos como que um Uke. A vida te derruba. Está cheia de dificuldades, cheia de obstáculos. Vai ter falta de dinheiro, uma pessoa próxima irá falecer, vai ter uma doença, vai ter que conseguir um emprego, vai ter que terminar amores e amizades, vai ter que recomeçar do zero, vai ter lidar com aproveitadores e oportunistas. E quando estas coisas acontecerem, uma delas, alguma delas, várias delas, cada uma a seu tempo ou todas juntas, caberá a ti uma escolha: quando a vida te derrubar, ficará deitado no chão, ou vai se levantar pra aguardar o próximo tombo?

Os poderes do Ki

por Helton dos Santos

 

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Son Goku com seu filho Son Gohan, ainda criança, no colo.

Quem curtia ver desenhos animados japoneses invariavelmente viu alguns personagens realizando façanhas incríveis com o poder do ‘Ki’. Em Dragon Ball os personagens davam muita importância à esta ‘fonte de energia’, que era até mesmo possível de quantificar e assim mostrar quão poderoso um personagem era. Son Goku e seu filho Son Gohan tinham os maiores Ki do universo, embora de vez em quando aparecesse algum vilão com um Ki ainda maior, querendo se testar contra os herois, para descobrir quem era O MAIS forte.

Em muitos games o Ki também é importante, a exemplo de Street Fighter, onde permite que diversos personagens usem ataques especiais, como o Hadouken, uma bola de fogo que pode ser lançada pelas mãos e atinge o adversário de longe, machucando-o como o mais forte dos socos. Conceitos parecidos com o Ki também aparecem por diversas obras de ficção, como a Força em Star Wars e o Cosmo em Saint Seya, entre outros.

Por conta de tudo isto, muitos escutam com ceticismo quando professores e praticantes de Artes Marciais falam sobre o Ki, um conceito que de fato existe e e é usado nas Artes Marciais de diversos países, especialmente Japão e China (onde é chamado de Qi ou Chi). Afinal, as pessoas ligam o Ki com a capacidade de soltar bolas de fogo pela mão, e ninguém realmente acredita que um budoka real possa fazer isso, certo? (CERTO??). Mas então, o que realmente é o Ki?
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Porque no Judô só temos um Shihan, e no Aikidô temos vários?

por Helton dos Santos

 

Ainda falando sobre as diferenças entre Judô e Aikidô…

No Aikidô alguns Sensei, normalmente após atingirem o 6º Dan, recebem o título de Shihan, pela Aikikai. Pesquisando em várias postagens não consegui achar uma regra clara e que não deixe dúvidas sobre quando o praticante pode receber este título, mas o fato é que ele ou ela torna-se um representante do Aikidô, um responsável pela transmissão dos conhecimentos, de modo oficial, a partir de então. É comum vermos associações e organizações de Aikidô, encabeçadas por um Shihan, que Continuar lendo

Qual a diferença entre Judô e Aikidô?

por Helton dos Santos

 

Pois é, me fizeram esta pergunta recentemente. Não é tão difícil de pensar numa resposta, mesmo sob a pressão de um dialogo, quando você não tem tempo para raciocinar. Mas será que a resposta, que facilmente agrada a um leigo (e se a pessoa não for leiga não vai fazer uma pergunta dessas), esta realmente correta? Será que a diferença entre o Aikidô e o Judô realmente é esta que você falou? Continuar lendo

Teoria x prática

por Helton dos Santos

 

Gosto de ler sobre Budô. Se você está aqui, deve gostar também, imagino. Ou talvez tenha caído aqui por engano, seja só um amigo conferindo meu blog, qualquer coisa assim… Não vá embora ainda! Embora o post tenha como tema a teoria x a prática no caso do Budô, na verdade serve pra praticamente qualquer assunto, de modo que pode ser interessante para todos. Gosto de ler livros, blogs, matérias em jornais e revistas (raro ver uma sobre Aikidô, ou sobre Judô que não seja sobre competições, hein?). Gosto de ver algumas matérias mais profundas, que tratem questões importantes (como o objetivo final do treinamento, o aperfeiçoamento pessoal, etc.), ou mesmo matérias mais leves, que falem sobre como se sentar, por exemplo. Mas toda esta leitura não passa de teoria. Budô não é sobre teoria, é sobre prática.  Continuar lendo