Poema de O-Sensei

Sinceridade!
Cultive essa virtude
e compreenda
a verdade profunda de que
o oculto e o manifesto são um

MoriheiJo

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Jita kyoei desenhado, pra quem não entendeu ainda

Me acusem de radical a vontade, mas o fato é que se uma pessoa diz praticar Judô e não sabe o que é Jita-kyoei, para mim ela não pratica Judô; é preferível não saber o que é O-soto-gari! Jita kyoei é, nada mais, nada menos, que, segundo o próprio fundador do Judô (palavras dele!), o objetivo final da prática do Judô. Sei que é chocante, mas não é ganhar competições o objetivo do Judô. Muitas pessoas podem estar se sentindo enganadas agora, pois foi isso que pensaram a vida toda!!! Rs.

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Jigoro Kano

Jigoro Kano era filho de Jirosaku Mareshiba Kano, funcionário da Marinha Japonesa, e Sadako Kano, filha de um rico fabricante de sake. Tinha dois irmãos e duas irmãs. O sobrenome Kano vem da mãe: seu avô materno não teve filhos homens para herdar seus bens e continuar a familia, por isso Jirosaku consentiu em se tornar membro da família da esposa – um costume comum no Japão antigo, especialmente quando a família da noiva era mais influente ou mais rica.

Jigoro nasceu em 28/10/19860, Continuar lendo

Respeite seu adversário!

É um cena comum ao assistirmos competições esportivas: após muito esforço e desgaste, um dos competidores (ou todos com exceção de um) perde, e outro ganha. Emocionado pela vitória, o vencedor da gritos de alegria, comemora com a torcida, se ajoelha, agradece aos Deuses, faz diversos gestos com as mãos (socos no ar, coisas assim), e, dependendo da sua índole e do respeito (ou da falta de) que tem pelo adversário, de alguma forma o humilha, o xinga, o despreza.  Continuar lendo

Jiu Jitsu Brasileiro

Já falamos sobre o Jiu Jitsu japonês (ou Jujutsu, como preferirem), o sistema de combate que os Samurai desenvolveram para situações onde uma espada não estava disponível ou não era suficiente. A fama do Jiu Jitsu japonês era mundial, isto já no século XIX. Existem explicações: O Japão foi até pouco depois da metade do século citado uma nação fechada, com uma cultura pouco conhecida pelos ocidentais, considerada ‘bizarra’ por muitos (‘exótica’ pelos mais educados). Sabia-se que era um povo guerreiro, Continuar lendo

Judô, Jiu Jitsu e Defesa pessoal

O Judô ou Jiu Jitsu vem sendo considerado uma arte marcial eficaz para defesa pessoal há muito tempo. Na verdade a Defesa Pessoal sempre foi o principal aspecto pelo qual estas artes marciais ganharam fama. Nos últimos anos, porém, há certos indivíduos que tem considerado que as artes marciais tradicionais não são o melhor a nível de defesa pessoal, tendo preferido cada vez mais certas lutas e sistemas desenvolvidos unicamente para defesa pessoal, como o Krav Maga, por exemplo.  Continuar lendo

As grandes escolas do ‘Boxe’ de Okinawa

Por Helton dos Santos

Nota: O termo Te, que compõe a palavra Kara-Te, costuma ser traduzido como Mão. Neste artigo, usando uma licença poética, resolvi traduzi-lo como Boxe, para nomear os estilos antigos de Karatê, quando a arte ainda se chamava simplesmente Te ou Tode, mas mantenho a tradução ‘mão’ quando compõe a palavra Karatê moderna. Meu raciocínio é o seguinte: Algumas escolas de Wushu (Kung Fu) as vezes são chamadas de Boxe chinês por ocidentais; O Muay Thai é o Boxe Tailandês; Ambas usam chutes também, mostrando que o significado de Boxe vai além daquele atribuído à Nobre Arte, o Pugilismo moderno. Já li artigos que tratavam o Savate francês como um tipo de boxe em que se usam os pés. Assim sendo, o Te é, no meu modo de ver, uma espécie de Boxe Okinauense, tanto quanto o Muay Thai é Boxe Tailandês. E Tode, que costuma ser traduzido como “Mãos Chinesas”, vira simplesmente “Boxe chinês”, em japonês. Não sei como o Boxe é nomeado no Japão, por isso mesmo friso que a tradução de Te como Boxe é uma licença poética minha (não sei se mais alguém já fez isto antes de mim). 

O arquipélago de Okinawa (também conhecido em português como Ilhas Léquias, nome que deu origem ao termo leque!), que fica ao sul do arquipélago japonês, era sede de um reino e de uma cultura própria, que antigamente não era ligada exatamente ao Japão. Ali existia o reino de Ryukyu, que chegou a tentar se filiar à China, no século XVII, mas acabou dominada pelo Clã Shimazu (uma importante familia Samurai durante o Xogunato Tokugawa) a partir de 1609, que exigiu o desarmamento da população civil, assim como passou a recolher impostos para o governo japonês. Em 1879, com o governo Meiji, as ilhas foram oficialmente anexadas pelo Japão, após uma contenda com a China, que foi resolvida pelo intermédio do ex-presidente estadunidense Ulysses S. Grant, que decidiu em favor ao Japão. Continuar lendo