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Oss?

No Karatê é bem comum que os praticantes cumprimentem-se com um Oss. Mas até tempos atrás, nunca tinha visto isto fora do Karatê. Pra ser sincero, estranhava ver os karatekas fazendo este cumprimento. Um amigo meu treinava Karatê, anos atrás, e as vezes eu ia assistir as aulas, e via eles usando ‘Oss’ toda hora. Na época eu treinava Judô, e lá usávamos, praticamente nas mesmas ocasiões, o ‘Onegai Shimass’, que significa ‘Por Favor’. O que seria o tal do Oss então? Vi numa revista que era uma abreviação de Onegai Shimass e, na época, me contentei com isto. Criei o costume de quando cumprimentar praticantes de Karatê falar Oss, e praticantes de Judô Onegai Shimass – embora só se use o Onegai Shimass antes de se treinar com o outro, e use-se Domo Arigato Gozaimass após o treino, enquanto que Karatekas falam Oss antes do treino, depois do treino, Continuar lendo

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As grandes escolas do ‘Boxe’ de Okinawa

Por Helton dos Santos

Nota: O termo Te, que compõe a palavra Kara-Te, costuma ser traduzido como Mão. Neste artigo, usando uma licença poética, resolvi traduzi-lo como Boxe, para nomear os estilos antigos de Karatê, quando a arte ainda se chamava simplesmente Te ou Tode, mas mantenho a tradução ‘mão’ quando compõe a palavra Karatê moderna. Meu raciocínio é o seguinte: Algumas escolas de Wushu (Kung Fu) as vezes são chamadas de Boxe chinês por ocidentais; O Muay Thai é o Boxe Tailandês; Ambas usam chutes também, mostrando que o significado de Boxe vai além daquele atribuído à Nobre Arte, o Pugilismo moderno. Já li artigos que tratavam o Savate francês como um tipo de boxe em que se usam os pés. Assim sendo, o Te é, no meu modo de ver, uma espécie de Boxe Okinauense, tanto quanto o Muay Thai é Boxe Tailandês. E Tode, que costuma ser traduzido como “Mãos Chinesas”, vira simplesmente “Boxe chinês”, em japonês. Não sei como o Boxe é nomeado no Japão, por isso mesmo friso que a tradução de Te como Boxe é uma licença poética minha (não sei se mais alguém já fez isto antes de mim). 

O arquipélago de Okinawa (também conhecido em português como Ilhas Léquias, nome que deu origem ao termo leque!), que fica ao sul do arquipélago japonês, era sede de um reino e de uma cultura própria, que antigamente não era ligada exatamente ao Japão. Ali existia o reino de Ryukyu, que chegou a tentar se filiar à China, no século XVII, mas acabou dominada pelo Clã Shimazu (uma importante familia Samurai durante o Xogunato Tokugawa) a partir de 1609, que exigiu o desarmamento da população civil, assim como passou a recolher impostos para o governo japonês. Em 1879, com o governo Meiji, as ilhas foram oficialmente anexadas pelo Japão, após uma contenda com a China, que foi resolvida pelo intermédio do ex-presidente estadunidense Ulysses S. Grant, que decidiu em favor ao Japão. Continuar lendo

Beleza

Acho que não há quem não concorde que o Budô tem uma beleza intrínseca à sua prática. Os movimentos, os golpes, o treinamento, costumam possuir uma plasticidade soberba. Fora isto há a beleza da filosofia, dos ensinamentos. Alias, não só os Budô, como as artes marciais da China, Coreia, Tailândia, do Ocidente… a luta pode ser muito bonita. Mas sou suspeito de falar, claro… Rs. Mas que tal vermos alguns vídeos que podem mostrar muito bem tudo o que acabei de dizer? Continuar lendo